Propostas: CONJUNTURA
APÓS AS ELEIÇÕES, CONTINUA DE PÉ A TAREFA DE LUTAR EM DEFESA DOS EMPREGOS, SALÁRIOS E DIREITOS! DERROTAR A EXTREMA DIREITA E OS ATAQUES COM O AVANÇO DA MOBILIZAÇÃO POPULAR!
O mundo enfrenta uma das piores crises econômicas da história, agravada pela guerra na Ucrânia, arrastando consigo países de economias atrasadas, caso do Brasil. Vivemos uma crise social, política e ambiental sem precedentes. A luta contra a pobreza e a fome, e a reversão dos danos ambientais se somam à necessidade de enfrentar politicamente a extrema direita, o bolsonarismo e todos os governos que sinalizam com a retirada de direitos dos trabalhadores e da juventude.
Derrotar eleitoralmente Bolsonaro foi importante mas insuficiente. Mantém-se a tarefa de construir uma jornada de mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras em defesa de nossos direitos e para barrar os retrocessos que marcaram os últimos 7 anos. Vimos como o governo Lula/Alckmin entregou o MEC aos empresários da educação, setores privatistas como a Fundação Leman e o “Todos Pela Educação”, deixando claro a necessidade da luta independente dos trabalhadores, estudantes e movimentos sociais em relação aos governos e patrões.
A extrema direita demonstrou que seguirá viva e atuante como ficou explícito na tentativa de golpe no 8 de janeiro. Apesar de seu fracasso, esse setor de características fascistas precisará ser firmemente combatido no próximo período para que encerremos suas ameaças. Só a mobilização popular, a partir dos locais de trabalho e estudo; dos movimentos sociais, populares, estudantis e sindicais; poderá isolar cada vez mais os direitistas no país e colocar esse movimento reacionário em seu devido lugar: a lata de lixo da História.
Sobretudo diante do fato de que em nosso município e no estado vemos a continuidade da política da direita e da extrema-direita, através de políticos como Ricardo Nunes (MDB) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), ambos apoiados pelo partido de Claudio Fonseca, o Cidadania.
As centrais sindicais precisam romper com a paralisia com que atuaram até aqui, secundarizando a organização da luta enquanto se aprovavam ataques estruturais a nossa classe, e organizar os trabalhadores nos sindicatos, construindo um calendário nacional de mobilizações que combata nas ruas o legado da extrema-direita e, ao mesmo tempo, que levante nossas reivindicações em defesa da vida do povo pobre e trabalhador e dos setores oprimidos. Se apoiando nos movimentos sociais, nas organizações populares, estudantis, partidos e organizações de esquerda.
Nos apoiemos nos fortes exemplos internacionais da luta do povo peruano que resiste ao golpe de Dina Boluarte e na fortíssima mobilização de todo o povo francês contra a Reforma da Previdência de Macron, ambos processos que têm as mulheres como protagonistas, que são a maioria da nossa classe.
Defendemos:
- Uma sociedade socialista, livre de toda forma de exploração e opressão;
- Independência de classe, dos patrões e governos de plantão;
- Defesa dos povos indígenas e do meio ambiente;
- Unificar os trabalhadores em torno à defesa dos empregos, salários e direitos;
- Revogação integral das Reformas Trabalhista e Previdenciária, além da Lei do Teto de Gastos e da Lei da Terceirização;
- Revogação integral da Reforma do Ensino Médio e da BNCC;
- O fim da proposta de Reforma Administrativa;
- Igualdade salarial entre homens e mulheres, entre brancos e negros;
- O fim das terceirizações e contratações precárias e pela estabilidade de todas trabalhadoras e trabalhadores contratados e terceirizados;
- Direito ao aborto legal, seguro e gratuito;
- Justiça por Marielle Franco e Anderson, e todos os atingidos pela repressão do Estado e seus jagunços;
- Sem anistia para os setores golpistas da sociedade!
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